quarta-feira, 23 de abril de 2008
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Dead Combo - Putos a Roubar Maçãs
Andar, correr, fintar ruelas, trepar muros, escalar quiosques, roubar maçãs. Não há melhor música para se ouvir em viagem. Pelo 1º single (e 1ª audição do album via myspace): eles estão de volta e melhor que nunca.
Inquietação
Lá fora inquietação, inquietação; é só inquietação, inquietação. Porquê não sei; Porquê não sei; Porquê não sei ainda.
quarta-feira, 9 de abril de 2008
César e as Válvulas de Esgoto
Quiçá imbuído num espírito tropical, próprio de Cabo Verde, o Presidente GR foi longe demais. Não foi o melhor modo de responder a Vital Moreira, que num artigo no Público de ontem cascou forte e feio no novo estatuto político-administrativo dos Açores. Chamar a Portugal ultraperiferia é, não só, minimizar o país onde vive, mas também meter no mesmo saco um país continental e uma ilha. Claro que César acrescenta a palavra “continental”, mas o mal já estava feito.
“É um território periférico do continente europeu que tem, graças aos Açores, uma localização central no diálogo atlântico”. Verdade. Mas essa periferia continental, muitas vezes chamada de cu da Europa, devia ser vista como Cabeça da Europa. Nós é que preferimos ver-nos como cu em vez de cabeça, e não fazemos uso da nossa periferia. Enquanto assim for continuaremos na cauda, e os Açores ainda mais afastados. O Atlântico continua a ser encarado como um fim e não um inicio.
Frases como esta são como pão para a boca dos media. Rapidamente o Publico puxou uma noticia banal para os não-açorianos, sobre uma visita de César a Cabo Verde, para posição de destaque na edição on-line. E logo deu azo a comentários tão brilhantes como: “Para mim são apenas territórios parasitas que Portugal com o seu espírito solidário adoptou. Além de gerarem pessoas pouco cultas e pouco educadas não são geradoras de riqueza económica. Eu considero-os a válvula de esgoto do planeta. Podem vedar.”
Termino citando o comentário de um madeirense: “Convençam-se do seguinte: somos tão portugueses como todos os outros que vivem na parte continental, na medida em que quando estes territórios foram descobertos pura e simplesmente não tinham um único ser humano! Portanto os que cá vivem não são a descendência de uma qualquer tribo autóctone da era pré-descobrimentos, mas portugueses do mais puro que existe. Queiram ou não, queiram ou não alguns pacóvios políticos madeirenses e não só continuamos a ser PORTUGUESES! Por isso, não nos chateiem mais com estas histórias de independências a nós, cidadãos comuns dos arquipélagos, que temos a nossas dignidade, trabalhamos, pagamos os nossos impostos, e sobretudo temos enorme orgulho na nossa portugalidade!”
“É um território periférico do continente europeu que tem, graças aos Açores, uma localização central no diálogo atlântico”. Verdade. Mas essa periferia continental, muitas vezes chamada de cu da Europa, devia ser vista como Cabeça da Europa. Nós é que preferimos ver-nos como cu em vez de cabeça, e não fazemos uso da nossa periferia. Enquanto assim for continuaremos na cauda, e os Açores ainda mais afastados. O Atlântico continua a ser encarado como um fim e não um inicio.
Frases como esta são como pão para a boca dos media. Rapidamente o Publico puxou uma noticia banal para os não-açorianos, sobre uma visita de César a Cabo Verde, para posição de destaque na edição on-line. E logo deu azo a comentários tão brilhantes como: “Para mim são apenas territórios parasitas que Portugal com o seu espírito solidário adoptou. Além de gerarem pessoas pouco cultas e pouco educadas não são geradoras de riqueza económica. Eu considero-os a válvula de esgoto do planeta. Podem vedar.”
Termino citando o comentário de um madeirense: “Convençam-se do seguinte: somos tão portugueses como todos os outros que vivem na parte continental, na medida em que quando estes territórios foram descobertos pura e simplesmente não tinham um único ser humano! Portanto os que cá vivem não são a descendência de uma qualquer tribo autóctone da era pré-descobrimentos, mas portugueses do mais puro que existe. Queiram ou não, queiram ou não alguns pacóvios políticos madeirenses e não só continuamos a ser PORTUGUESES! Por isso, não nos chateiem mais com estas histórias de independências a nós, cidadãos comuns dos arquipélagos, que temos a nossas dignidade, trabalhamos, pagamos os nossos impostos, e sobretudo temos enorme orgulho na nossa portugalidade!”
terça-feira, 8 de abril de 2008
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Nós queremos é betão
Elas andam prá qui a discutir se sim, se não. Boa ou má não sei, mas uma coisa é certa: Lisboa vai ficar mais feia. E ainda com mais carros. Talvez se arranjem mais uns tuneis...
Olha, vi na SIC...
-Vi uma reportagem da SIC em Angra!
- A sério?!! sobre o quê?? Deixa-me adivinhar: as pontes prás vacas na via rápida!
- Nop
- Já sei, a estreia nacional da peça com a Sofia Alves.
- Nada disso.
- Ah, as Sanjoaninas, e os 25 anos da primeira cidade portuguesa património Mundial!
- Achas???! Tens mais uma hipótese.
- Hmmmm.... a moderníssima escola de São Carlos não será.... o César está por Cabo Verde... o Costa Neves ninguém sabe, nem saberá, quem é..... epá, nã tá fácil..... Alguma miúda filmada a dar um tiro numa prof?
- eheheh. podia ser, mas não: Milionário emigrante açoriano pá! O gajo ganhou 9 milhões na lotaria, tá rico, e veio passar férias à terra-mãe.
- A sério??! E então, tava com saudades da ilha?
- Cá nada. O uóme queria era voltar prós Canadás. Em quase 10 minutos de reportagem em Angra conseguiram não apanhar uma única vez o Monte Brasil, mas filmaram uma bandeira do Benfica!
- Ah Glorioso!!!!!
- A sério?!! sobre o quê?? Deixa-me adivinhar: as pontes prás vacas na via rápida!
- Nop
- Já sei, a estreia nacional da peça com a Sofia Alves.
- Nada disso.
- Ah, as Sanjoaninas, e os 25 anos da primeira cidade portuguesa património Mundial!
- Achas???! Tens mais uma hipótese.
- Hmmmm.... a moderníssima escola de São Carlos não será.... o César está por Cabo Verde... o Costa Neves ninguém sabe, nem saberá, quem é..... epá, nã tá fácil..... Alguma miúda filmada a dar um tiro numa prof?
- eheheh. podia ser, mas não: Milionário emigrante açoriano pá! O gajo ganhou 9 milhões na lotaria, tá rico, e veio passar férias à terra-mãe.
- A sério??! E então, tava com saudades da ilha?
- Cá nada. O uóme queria era voltar prós Canadás. Em quase 10 minutos de reportagem em Angra conseguiram não apanhar uma única vez o Monte Brasil, mas filmaram uma bandeira do Benfica!
- Ah Glorioso!!!!!
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quinta-feira, 27 de março de 2008
Alaridos
O alarido que se tem feito à volta do caso “dá-me o telemóvel já” justifica-se? Sim e Não. Sim porque já era tempo da sociedade olhar para a violência escolar. Não porque casos deste género já se passam pelo menos desde que eu andei no secundário. E digo isto, porque vivi-os. Claro que nessa altura os telemoveis eram raros, Youtube nem em sonhos, mas vi atirarem cadeiras, partirem cadeiras, brincar com diablos (eram moda na altura) a voarem dentro de salas de aula, insultarem-se professores etc… E andei numa escola conceituada/bem. Imagino o que se passava nas outras.
O problema começa nos alunos, obviamente, mas é agravado pelo professores. Muito não têm capacidade para exercerem a profissão. Não basta tirar um curso para exercer a profissão de professor. Os professores aprendem como lidar com marginais a usarem a força física, ou com meninos bem a usarem violência psicológica, com os bullies?
“Em que é que nos estamos a tornar?”, perguntava Mário Crespo. Oh Mário, em que é que nos tornámos!! Os jovens de hoje são mega-consumistas, mimados, mal-educados (generalizando, obviamente). Os pais têm cada vez menos tempo para os filhos. Uma das consequências é esta.
O nosso procurador-geral, sempre atento à agenda mediática (neste até já tinha mandado umas larachas antes), lá mandou as suas larachas: “Os conselhos directivos deveriam ser obrigados a participar os casos de violência que ocorrem nas escolas”.
“Xiuuu, isto fica entre nós, e damos um puxão de orelhas à rapariga. Ela agora até pode faltar quando quiser, depois passa nos exames e baza daqui rapidamente. Shit, as tv’s andam a passar isto, vamos ter de fazer alguma coisa. Já sei: mandamos a miúda pra outra escola e mostramos que temos mão dura!” Ah valentes!
Trabalho comunitário. No meu grandioso senso comum é o melhor castigo que se pode dar a gente desta. Varrer o bar, limpar o pó das secretárias, aparar a relva dos jardins da escola, lavar o autocarro escolar. Poderia tornar-se um problema, porque em algumas escolas os contínuos seriam quase dispensados (ou colocados em quadros de mobilidade especial como se diz agora) pq já não fariam falta nenhuma…
Mas, como dizia a nossa ministra, o que nos vale é que a violência das escolas não é problemática. Até adivinho que vem aí uma estatística a comprovar que os casos de violência escolar diminuíram nos últimos 3 anos.
O problema começa nos alunos, obviamente, mas é agravado pelo professores. Muito não têm capacidade para exercerem a profissão. Não basta tirar um curso para exercer a profissão de professor. Os professores aprendem como lidar com marginais a usarem a força física, ou com meninos bem a usarem violência psicológica, com os bullies?
“Em que é que nos estamos a tornar?”, perguntava Mário Crespo. Oh Mário, em que é que nos tornámos!! Os jovens de hoje são mega-consumistas, mimados, mal-educados (generalizando, obviamente). Os pais têm cada vez menos tempo para os filhos. Uma das consequências é esta.
O nosso procurador-geral, sempre atento à agenda mediática (neste até já tinha mandado umas larachas antes), lá mandou as suas larachas: “Os conselhos directivos deveriam ser obrigados a participar os casos de violência que ocorrem nas escolas”.
“Xiuuu, isto fica entre nós, e damos um puxão de orelhas à rapariga. Ela agora até pode faltar quando quiser, depois passa nos exames e baza daqui rapidamente. Shit, as tv’s andam a passar isto, vamos ter de fazer alguma coisa. Já sei: mandamos a miúda pra outra escola e mostramos que temos mão dura!” Ah valentes!
Trabalho comunitário. No meu grandioso senso comum é o melhor castigo que se pode dar a gente desta. Varrer o bar, limpar o pó das secretárias, aparar a relva dos jardins da escola, lavar o autocarro escolar. Poderia tornar-se um problema, porque em algumas escolas os contínuos seriam quase dispensados (ou colocados em quadros de mobilidade especial como se diz agora) pq já não fariam falta nenhuma…
Mas, como dizia a nossa ministra, o que nos vale é que a violência das escolas não é problemática. Até adivinho que vem aí uma estatística a comprovar que os casos de violência escolar diminuíram nos últimos 3 anos.
segunda-feira, 24 de março de 2008
De ficar com a lágrima no canto do olho
Não é em 5 anos, nem 10. è em gerações. E esta tem de começar a percebê-lo. Change. De discurso, de politicas, de mentalidades retrogadas ou puramente economicistas, de atitudes.
quinta-feira, 6 de março de 2008
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
There Will Be Blood - Oil Derrick Fire
Bronze. E esta cena, em particular, define muito da personalidade de DDLewis aka Plainview. Com uma grande trilha sonora de fundo, diga-se. só pela cena, o óscar merecia ter ido para PT Anderson.
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